domingo, 29 de janeiro de 2012

CONTRA A SOPA



SOPA = A DITADURA DO CAPITAL NO CYBER ESPAÇO

Contra a SOPA ( O stop Online Piracy Act - Lei de Combate à Pirataria Online) - "99% da população mundial" é contra está lei fascista que reduzem a liberdade de expressão, aumenta o risco da ciber-segurança e enfraqueçe a dinâmica e a inovação na Internet.
Sabote os seus defensores: As grandes empresas de entretenimento dos EUA são as que apoiam o projeto, entre elas: The Walt Disney Company, Universal Music Group, Motion Picture Association of America, Recording Industry Association of America, Wal-Mart, Toshiba, Time Warner e CBS entre outras.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O rio com sapatos (Rio dos Sinos)


O rio nasce azul (percurso superior)
cristalino
nas montanhas de Caraá.
O rio nasce no litoral,
mas sua água não tem sal;
sua água é limpa
encima do morro
a água nasce
viva.

A água do rio desce,
leve,
leva o tempo encarnado em sua pele cristalina,
lava,
faz da matéria bruta,
macia,
faz da forma caótica,
polida e círcular;
seixo em forma de seios
de sereias perdidas e embriagadas,
do colono bêbedo,
de cachaça de Santo Antonio.

O rio avança terra adentro,
desce as montanhas
levando consigo o brilho da escama de peixe
Lambari,
Cará,
o peixe é vivo.
Viola,
Dourado,
corta a água e mata a fome
do colono,
do bugre
sem nome,
sem língua,
sem terra,
que viveu em harmonia com o rio
passado.

Como o canto do Martim-pescador
o rio flui até as suaves planícies,
rasga a terra e se lanha nos Sarandis,
transforma-se em água parada
no ventre nu das bromélias,
recebe o sêmen dos mosquitos
em uma orgia de plantas e insetos invertebrados.


Invertebrado é o rio (percurso médio)
que contorna as cidades do vale;
são arranha-céus que tocam o céu azul
e projetam suas sombras de vidro e concreto
no rio opaco.
Na paisagem de fábricas,
dos colonos que não são colonos,
mas burgueses fabricantes de sapatos;
cospem-se resíduos de curtume no rio,
agora os peixes não têm escama,
os peixes são feitos de couro, chorume e tumor.
O rio é denso
como a memória do pescador,
como a cachaça do pescador,
como o barco podre e desbotado do pescador,
como o barco inerte na terra seca.
O rio que outrora nadavam os peixes,
bóiam sapatos.

No rio são despachados corpos assassinados,
corpos de gente de carne e osso,
apodrecidos
na mucosa do rio,
na lama negra do rio
que é rompida somente pela draga;
a draga que é o coveiro do rio,
a draga que mistura o lixo a areia,
a draga que transforma o rio em terra,
a draga que violenta o rio;
o rio violentado,
o rio cadáver,
o rio que fede,
o rio que tem sua água calejada,
avança lento, agora com os seus sapatos.


O rio que corria (percurso inferior)
agora caminha pesado
carregando o lixo,
o esgoto urbano,
o coco humano.
Tudo que é oco bóia no rio,
fogão,
geladeira,
hardwares,
hardcore.
E nesta altura não há mata ciliar,
não há pássaros,
não há peixe,
há apenas os cadáveres jogados na calada da noite,
há apenas os casebres amontoados
com suas palafitas corroídas
pelo rio ácido;
há fome,
há lixo,
há fedor,
há a pobreza do pescador ribeirinho
que insiste em sobreviver às margens;
as margens de um rio sem vida.
A figura do pescador
agora faminto
morre com rio.

Nas margens deste rio não habitam os cães
sem plumas de Cabral,
os vira-latas daqui
descendem do cusco de Blau;
Mas que importância isto tem?
São cachorros com pelo ralo,
corroído de sarna,
secos como seus donos pescadores.
São rios diferentes,
mas assemelham-se na sujeira e na miséria.


Nas marmitas lambidas
pelas moscas,
nos casebres de telha de amianto
e pregos enferrujados em tábuas podres,
os pecadores existem,
labutam dia a dia com a água densa e oleosa,
com a esperança de vencer o lixo,
a fome,
a miséria.
O rio caminha com seus sapatos,
sua pele líquida, lanhada e anêmica
abrigam poucos peixes com chips no estômago.
Sua pele já não tão líquida
abrigam poucos peixes com lixo no estômago,
peixes com tumores e pescadores com fome
protestam e não se esquecem de Outubro de 2006:
Mais de 800 pescadores sem o seu sustento,
100 toneladas de peixes assassinados,
boiando, inertes.
O rio com sua pele sólida crivada de cadáveres
abrigou como em Hiroshima milhares de mortos;
este é um sistema de padrões.

O rio caminha rumo ao delta,
mistura-se com outros rios,
todos fedem sujos,
podres,
com águas turvas,
tristes,
trazem poucos peixes mutantes,
peixes eletrônicos,
doentes de esgoto,
doentes de química,
doentes de lixo;
o rio caminha
e como ser vivo
agoniza.
O rio com os outros rios
caminha em direção ao seu fim,
caminha e com os outros rios vira lagoa.
O rio com os outros rios
caminha em direção ao seu fim;
sonha em matar sua peste no sal do mar
mas o mar está além do horizonte.
O rio caminha,
caminha com seus sapatos,
caminha sufocado.

Poema: Rodrigo Vargas Souza
Imagem: Rio do Sinos em Out de 2006 - retirada do site do trensurb

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

AÇÃO DIRETA NO ANTI-FÓRUM


AÇÃO DIRETA NO ANTI-FÓRUM
JORNADAS LIBERTARIAS DE PROTESTO:
PELA VIDA CONTRA TODAS AS MISÉRIAS
25 A 26 JANEIRO DE 2012

1 – 14h (a partir) EXPOSIÇÃO DE CARTAZES DE COB/AIT.
2 – EXPOSIÇÃO REVOLUÇÃO ESPANHOLA.
3 – EXPOSIÇÃO ESCOLAS LIVRES.
4 – 16h VIDEOS/DEBATE.
5 – 17:30h PALESTRA/DEBATE com uso do PowerPoint
- PARTICIPAÇÃO SOCIAL, QUADRO POLÍTICO, PROTAGONISMO SINDICAL
- O TRABALHO SEM DIREITOS E O COMBATE A EXTREMA POBREZA E A FOME
6.- VENDA DE MATERIAIS ALTERNATIVOS

domingo, 15 de janeiro de 2012

Antiode (contra a poesia dita profunda)



A

Poesia te escrevia:
flor! conhecendo
que és fezes. Fezes
como qualquer.

gerando cogumelos
(raros, fragéis, cogu-
melos) no úmido
calor de nossa boca.

Delicado, escrevia:
flor! (Cogumelos
serão flor? Espécie
estranha, espécie

extinta de flor, flor
ão de todo flor,
mas flor, bolha
aberta no maduro)

Delicado, evitava
o estrume do poema,
seu caule, seu ovário,
suas intestinações.

Esperava as puras,
transparentes florações,
nascidas do ar, no ar,
como as brisas.

B

Depois, eu descobriria
que era lícito
te chamar: flor!
(Pelas vossas iguais

circunstâncias? Vossas
gentis substâncias? Vossas
doces carnações? Pelos
virtuosos vergéis

de vossas evocações?
Pelo pudor do verso
- pudor de flor -
por seu tão delicado

pudor de flor,
que só se abre
quando a esquece o
sono do jardineiro?)

Depois eu descobriria
que era lícito
te chamar: flor!
(flor, imagem de

duas pontas, como
uma corda). Depois
eu descobriria
as duas pontasda flor:

as duas
bocas da imagem
da flor: a boca
que come o defunto

e a boca que orna
o defunto com outro
defunto, com flores,
- cristais de vômito.

C

Como não invocar o
vício da poesia: o
corpo que entorpece
ao ar de versos?

(Ao ar de águas
mortas, injetando
na carne do dia
a infecção da noite).

Fome de vida? Fome
de morte, frequentação
da morte, como de
algum cinema.

O dia? Árido.
Venha, então, a noite,
o sono. Venha,
por isso, a flor.

Venha, mais fácil e
portátil na memória,
o poema, flor no
colête da lembrança.

Como não invocar,
sobretudo, o exercício
do poema, sua prática,
sua lânguida horti-cultura?

Pois estações
há, do poema, como
da flor, ou como
no amor dos cães;

e mil mornos
enxertos, mil maneiras
de excitar negros
êxtases, e a morna

espera de que se
apodreça em poema,
prévia exalação
de alma defunta.

D

Poesia, não será esse
o sentido em que
ainda te escrevo:
flor! (Te escrevo:

flor! Não uma
flor, nem aquela
flor-virtude - em
disfarçados urinóis).

Flor é a palavra
flor, verso inscrito
no verso, como as
manhãs no tempo.

Flor é o salto
da ave para o vôo;
o salto fora do sono
quando seu tecido

se rompe; é uma explosão
posta a funcionar,
como uma máquina,
uma jarra de flores.

E

Poesia, te escrevo
agora: fezes, as
fezes vivas que és.
Sei que outras

palavras és, palavras
impossíveis de poema.
Te escrevo, por isso,
fezes, palavra leve,

contando com sua
breve. Te escrevo
cuspe, cuspe, não
mais; tão cuspe

como a terceira
(como usá-la num
poema?) a terceira
das virtudes teologais.


Poesia: João Cabral de Melo Neto

Imagem: Sebastião Salgado

Manifestos, sexo e poesia concreta em um dia de chuva


Leio a ruptura
Enquanto você se coça
As tuas mãos entre as tuas pernas
Acaricia minha imaginação
São formas não geométricas
Natureza
yoga
Posição do cachorro espreguiçando
Calcinha
Nádegas
Bocas
Salivas
Gemidos
Entre ondas sonoras
Um samba mangue beat
A batida do vai e vem
É beat também
Um livro mudo no canto da cama
Sólida e pura
Um cão sem plumas
Você nua
Um 69 em 2012
Poesia e manifestos concretistas
Orgasmos múltiplos
Múltiplos pingos de chuva
A noite cai suave
Caem suaves roupas
Nudez latente
Entre minhas mãos
Brutos pensamentos
Poesia sutra
Conteúdo
Tesão
Sexo
Cu
Pau
Buceta
Chuva
Chupadas
Peitos
Pelos
Pubianos
Orgasmos
Sono
Sonhos
Sonoros
Suruba
Tudo é arte abstrata
Efervescência
Ebulição
Nuvens abertas como pernas
Sexo e sol
Colorindo a lagoa
Boi de mamão
Tuas mãos
Minhas mãos
Mãos
Nossas mãos
Genitália
Nossos corpos
Grudados
Tensão
Material
Imaterial
Tudo acaba em espermas pulando vivos entre os lençóis
Liquido seco
Manchas brutas
Em um pano de algodão
Que reveste um colchão de espuma
São manchas secas, brutas e macias de poesia
Poesia concreta

Poema: RVS
Imagem: Picasso

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

P. Leminski - 3



P. Leminski - 2



P. Leminski - 1



9º CONCURSO LITERÁRIO SOPMAC DE POESIA 2011

9º CONCURSO LITERÁRIO SOPMAC DE POESIA 2011
Idealização e Coordenação: Eliseu Penkynha Brazil
DIVULGA RESULTADO FINAL/Dezembro 2011

Participaram deste Certame, 84 poetas, de todo o Brasil, com um total de 206 poesias inscritas. Neste concurso premiamos do 1º ao 10º lugares e mais três menções honrosas.
A comissão julgadora foi formada por:


Armando Oliveira Lima (Presidente do Instituto Darcy Ribeiro, coordenador do DEPOESIA);
Eliseu F. de Campos (escritor);

João Batista Alvarenga (Professor de Língua Portuguesa e revisor de textos);
Maria Rita Terra Alvarenga (Professora de Artes e artesã);


Sueli Aduan (Oficineira de Literatura pela Secretaria de Estado da Cultura e professora no SENAC).


OS VENCEDORES FORAM:

1º lugar/poesia: SABER DAS CRUZES
Autor: Roque Aloisio Weschenfelder – Santa Rosa-RS
pseudônimo: Tumbante

2º lugar/poesia: MÁSCARAS
Autor: Luiz Gondin de Araujo Lins – Rio de Janeiro – RJ
pseudônimo: Viajante

3º lugar/poesia: ESMERALDAS ENTRE OS LIVROS
Autor: Glauco Paludo Gazoni – Chapecó – SC
Pseudônimo: Lupo Grigiastro

4º lugar/poesia: A TAÇA
Autor: Vera Maria Barbosa – São Paulo – SP
pseudônimo: Primavera Azul

5º lugar/poesia: OS REIS
Autor: Renata Paccola – São Paulo – SP
pseudônimo: Jean-Jacques Rousseau

6º lugar/poesia: A FLOR
Autor: Patrícia Diniz Santos – Natal - RN
pseudônimo: Lua Azul

7º lugar/poesia: PELE, CABELO, FARELO E PENTELHO
Autor: Rodrigo Vargas Souza – Florianópolis – SC
Pseudônimo: Zé das Letras

8º lugar/poesia: Uma Longa Conversa Entre o Boneco e o Ventriloquo
Autor: Paulo Roberto da Costa Feitosa – São Paulo - SP
pseudônimo: Pablo Abyss

9º lugar/poesia: ESTANDARTE
Autor: Perpétua Amorim – Franca - SP
pseudônimo: M. Clarice

10º lugar/poesia: DESPERTAR NA CIDADE
Autor: Francisco Ferreira – Betim – MG – pseudônimo: Orpheu da Conceição

MENÇÕES HONROSAS


Poesia: DIA TRISTE
Autor: Alan Posenatto – Niterói - RJ
Pseudônimo: Esopo

Poesia: OS GALOS DA MINHA RUA
Autor: Reginaldo Costa de Albuquerque – Campo Grande - MS
Pseudônimo: Íris

Poesia: AGÓGICA
Autor: Geraldo Trombin - Americana – SP
Pseudônimo: Areg
***********

ESCRITORES SOROCABANOS HOMENAGEADOS

Lourdinha Blagitz: livro
= “Êta Trem Bão, Sô!”, Crearte Editora;
Sueli Aduan: livro = “Avidamente Olho Para o Mundo”
Editora Multifoco;
João Batista Alvarenga: livro: “Plexo Solar”, Crearte Editora;
Eliseu F. de Campos: livro: “Cronicoesia”, Crearte editora.

Obs.: Os escritores acima receberam Certificado de Menção Honrosa pela homenagem, e, seus livros foram entregues como prêmios aos vencedores do 9º Concurso Literário Sopmac de Poesia 2011.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

PAISAGEM DA JANELA


A energia que mobiliza os indivíduos a lançarem-se a percorrer tantos caminhos quanto lhes seja possível, inexplicavelmente renova-se a cada amanhecer, impulsionam o peregrino mais e mais, claro está que como todos os fatos da vida apresentam prós e contras, sempre renunciamos algum aspecto da existência e somos brindados com uma nova experiência, a gene humana é marcada por estes antagonismos permanentes, avanços e retrocessos, o importante é que não abandonamos nossa origem primitiva de nômades coletores, sempre adequados as circunstancias da época, então andamos.
Muitas são as paisagens, a longa distancia as pessoas, culturas, comportamentos sociais, com que nos deparamos, fenômeno que só se pode constatar em um transitar constante, daí a reflexão se faz necessária, neste exato momento encontro-me em meio à jornada, já com milhares de milhas percorridas permaneço como no princípio, estupefato pela pluralidade humana que se manifesta a cada instante.
Podemos aportar em uma velha civilização, forjada na intempérie e encontrar a escadaria onde Bonaparte caminhou triunfante e vitorioso rumo ao castelo real, ou na a periferia da cidade antiga com sua feira dominical revelando-nos a anciã sentada inquieta e esperançosa de vender sua relíquia em gesso, tão frágil quanto sua constituição física, dez “zlot’s” lhe vão bem, para nós basta a “piwo” escura e forte, gelada como no Brasil distante, percorremos Pub´s lotados por jovens revelando sua ansiedade latente, protagonistas globalizados que carregam o peso da memória toda esburacada por balaços de soldados alemães ou russos, ou da resistência sindicalista local que lutou até o último homem por manter a terra livre, o gueto sangrento que marcou a história, os neonazistas contemporâneos que insistem em manifestar sua intolerância truculenta, o avanço sistemático do estado no controle sobre as moradias da população pobre, o bêbado indignado discursando na madrugada fria, mesmo assim a cidade insiste e mostra sua face bela, seus monumentais e organizados parques, seus habitantes, calados e lépidos nas manhãs geladas, a pouco estive ali...
De passagem cruzo a cidade luz um pouco ofuscada pelo ranço de seus servidores mal servidos e me dirijo à costa catalã marcada por seu orgulho local e por seu passado intenso, antes, porém percorro a paisagem lunar pontiaguda, pronta a nos acolher com sua rochosa figura. Enfim chego e megalópole.
A cidade pulsa no dia das bruxas, seres fantasiados convivem com a multidão de estrangeiros passeando pela “Rambla” numa multiplicidade de línguas e semblantes, tanta diversidade, encontramos o paquistanês que contribuí com seu “kebab” suculento, alimentando os passantes, pernil de porcos expostos em vitrines das lojas, como troféus, o “bocadillo” tradicional servido com alegria e azeitona, mergulhamos nas lembranças, retomamos a subida a Montserrat e seus quatro mil metros de altitude caminho percorrido no passado pelos libertários perseguidos e acossados por um regime fascista e extremamente violento, lugar tão belo e silencioso que encerra em sues profundos abismos histórias da dor, da coragem da capacidade fabulosa em recriar e reconstruir mesmo que inexoravelmente feridos por aqueles que motivados por sua usura arrivista, por seu nacionalismo incompreensível e doentio deixaram suas marcas viscosas na rocha secular.
Retornamos ao país continente que se agiganta em sua maior cidade marcada pela turbulência, pelo partido dominador, hegemônico nas comunidades periféricas ditando a ordem regrando a vida, ali “desfrutamos” socos, empurrões e pontapés no trem lotado do fim de semana, quando a urbanidade explode e confunde o viajante ainda saudoso do leste gelado, a realidade é brutal, fortalece a dúvida, quantos “brasis” cabem neste Brasil devastado por forças incompatíveis, mesmo neste cenário caótico felizmente encontramos a solidariedade e confraternizamos com outros peregrinos, lembram? Nômades coletores que milhões de anos depois, não perderam seus traços familiares, exausto depois de enfrentar uma longa e cansativa jornada o viajante retorna a origem, mas não por muito tempo...
A estrada novamente se apresenta como a via imprescindível e literalmente subimos ao cerrado que sem cerimônia expõem suas entranhas repletas de tesouros e desventuras, heroísmos, traições resistência, enfim história viva, seus fantasmas reivindicam lembrar os diamantes o ouro o nióbio as selvas cafeeiras, o quilombo sem nunca esquecer a cachaça suave e poderosa, “trem bão sô”.
Continuando, dos céus visualizamos as manchas da civilização e forçosamente acabamos por optar nos deixar conduzir pelas forças místicas da ilha encantada exuberante, mágica e ao mesmo tempo natural.
Aqui encontro meus iguais e entre tantas confluências, com eles projeto os dias que virão traço a nova rota a percorrer, Jack solidário se aproxima em meu socorro e arremete aos ares; ”on the road”...

Texto: André Soares

Imagem: Rodrigo e André

O Uivo - Allen Ginsberg

“Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca uma dose violenta de qualquer coisa “hipsters” com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite, que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis apartamentos”...

Manifestação pró Parque da Lagoa no Vassourão


Manifestação pró Parque da Lagoa no Vassourão – sábado dia 26 de novembro às 14 horas
"O Parque da Lagoa, bem como o Parque Cultural do Campeche e o Parque Cultural das 3 Pontas são foco de grande debate na cidade. As comunidades se organizando e se apoiando mutuamente, podem sim conquistar os espaços livres e públicos que precisam para recuperar nossa qualidade de vida que está se perdendo às custas da especulação imobiliária, em prol de uma urbanização que não leva em conta a história, a cultura, o ambiente e sequer a vida das pessoas que aqui vivem ou virão viver…" (http://www.salveoparquedalagoa.org/)



Mesmo depois dos protestos dos moradores e de milhares de assinaturas arrecadadas, as obras continuam, mais um espaço roubado da população, os politicos corruptos e os empresários ganânciosos acumulam mais um crime contra o meio ambiente e a população de Floripa.



Proteste!


organiza-te e lute


Ação Direta e Apoio Mutuo

Proteste! - Salve o Parque da Lagoa